O processo de criação de um site

ATENÇÃO: esse artigo possui um glossário de termos ao final do mesmo.

A criação de um site é um processo que envolve tempo, conhecimento e dedicação. Diferente de muitas áreas, a tecnologia da informação está em ampla expansão. As tecnologias disponíveis hoje podem se tornar obsoletas amanhã e isso não é nada absurdo: tudo isso tendo a facilitar para quem desenvolve, para o cliente e para os webhosters1. As atualizações são constantes e, para quem resolve seguir carreira na área, precisa se atualizar na mesma velocidade – conhecimento nunca é demais e no caso do TI é essencial.

Os websites são desenvolvidos usando uma linguagem de marcação de texto conhecida pela sigla HTML, que teve sua primeira versão lançada em 1991. Atualmente o HTML está na versão 5.2, ou seja, em 27 anos a linguagem teve, ao menos, uma grande atualização a cada 5 anos. Essas atualizações possibilitaram que os sites deixassem de ser baseado em texto estático e oferecessem interatividade, movimento, cores… Mas, ele não está sozinho.

O primeiro site do mundo
O primeiro site do mundo

O HTML por si só já é capaz de fazer muita coisa. Graças à versão 5 já é possível integrar vídeos e áudios no projeto sem o uso de softwares de terceiro (muitas vezes pagos). Porém ele possui alguns “irmãos” que o complementam, possibilitando adicionar inúmeras funcionalidades e estilos: o JavaScript – linguagem de programação client-side2 (porém já é possível utilizá-lo como linguagem back-end3 graças ao Node.js) que permite a adição de funções programáveis – e o CSS – chamado de folha de estilos, é responsável por definir cores, fontes, sombras e algumas animações.

Um website é formado basicamente pela expressão HTML+CSS+JavaScript (e seus frameworks4). Ainda assim – mesmo com o Node.js – esse trio é responsável pelo que o cliente vê, conhecido como front-end: aquilo que o navegador interpreta e exibe. A parte executada no servidor (ou server-side) não chega até o navegador e o cliente nem tem ideia do que aconteceu para que aquele formulário fosse enviado ou a mensagem fosse exibida. Essa parte é desenvolvida em linguagens de programação de alto nível como o PHP, Java (ambos de acesso gratuito) ou .NET (uma arquitetura desenvolvida pela Microsoft que possui várias linguagens compatíveis e que possibilita a criação de sistemas ou websites).

Usualmente, um site comum possuirá a extensão .htm ou .html; um site desenvolvido usando PHP terá a extensão .php; um site desenvolvido em Java terá a extensão .jsp; um site desenvolvido usando .NET terá a extensão .aspx. O PHP é a linguagem mais comumente usada e mesmo usando outras linguagens de programação como complemento é a base de softwares conhecidos como o WordPress, o MediaWiki (usado pela Wikipédia) e de alguns sites como o Facebook (Hack, a linguagem atual usada pela rede social, é baseada em PHP e totalmente compatível com os antigos códigos) e Yahoo.

Além disso exitem os bancos de dados onde são armazenadas as preferências de usuários, senhas, catálogos, enfim, qualquer tipo de dado, em forma de tabelas que são consultadas, alteradas ou tem informações inseridas constantemente sem precisar da interferência de programadores ou desenvolvedores especializados.

Em um primeiro momento pode parecer simples, pode parecer que a criação de websites é algo trivial. Mas analisando a fundo percebe-se o quão complexo o desenvolvimento de um site ou sistema pode ser.

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Glossário

1 – webhoster: servidor, hospedagem web, computadores onde todos os arquivos que compõe um site são armazenados. Esses servidores possuem todos os softwares necessários para a execução dos mesmos.
2 – client-side: o inverso de server-side; ao lado do cliente, ou seja, arquivos que são executados pelos navegadores e não pelos servidores.
3 – back-end: o inverso de front-end, tudo o que fica oculto ao cliente.
4 – framework: arquivos com códigos comuns para a execução de algumas funções. Não são arquivos executáveis, porém são utilizados como base para os que serão executados pelo software.

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